Cabe oferecer elementos determinados como dia, hora, situação, clima, pátria, situações políticas, econômicas, sociais, perfil psicológicos, psicofísicos das personagens. Hoje a simplicidade, na minha opinião, é uma tendência e uma solução exigindo criatividade e genialidade. Resumindo cores, forma, volume, em harmonia ou não, criam movimentos e contrastes para as cenas.
Não pode ser um personagem principal. Venho falar da experiência de testes e pesquisas de elementos no teatro, isso também deve ser usado no cenário.
Nesta foto no topo, temos um cenário criado por mim e executado por minha companhia em total equipe. A peça foi O Pelicano de Strindberg e o cenário feito com caixotes de feira pintados de prata. Tentamos retratar a situação financeira da família e o local frio em que viviam. Velas para aquecer o distanciamento familiar com um quadro do patriarca para ser a presença física do personagem que não aparece. Efeitos de aparição de fantasmas, cadeiras que se movem e objetos que voam em cena foram criados para compor o cenário de suspense da peça escrita por August Strindberg. E por fim um lustre que tombava no final da peça, assim como todo o cenário, na personagem principal que acabavam com a esperança de luz da vida.
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2 comentários:
Muito bacana o cenário! Agora, além de diretor o senhor está atacando de cenógrafo também?? Muito bom o texto também. É isso! Todos os elementos (luz, cenário, figurino, atores...) em harmonia para um bom espetáculo!
Sempre tive que pensar em cenário. Não sou cenógrafo. Mas a necessidade leva as pessoas a pensar em resolver seus problemas de forma criativa. Antigamente não tinha a metade dos cursos que existem hoje nas universidades e quem iniciou tudo isso, foram pessoas "amadoras" com o desejo de aprender e melhorar sempre.
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