03/10/11

Sobre Cenografia + Iluminação teatral


Amigos! Hoje vou falar de um assunto que eu adoro. Cenografia. Falar de cenografia e não falar de iluminação é como ter um texto teatral sem atores, um não funciona sem o outro. A verdade é que nada funciona de forma independente no teatro, se isso acontecer, a peça terá erros e falhas visíveis e sensíveis para qualquer espectador, seja ele profissional do ramo ou "normal". Mas falarei de cenografia apenas. Nem as "marcações" do ator devem ser esquecidas pelo cenotécnico, o ator forma um volume, uma massa no espaço que pode interferir nos objetivos. O cenário teatral é uma linguagem mundial que deve comunicar o conjunto de emoções e idéias. Os objetivos do diretor devem ser um reflexo da textura e elementos usados para compor a indumentária cenotécnica. É óbvio que o designer teatral é subordinado a inspiração do poeta e o cenário é uma arte integrada com o organismo cênico.

Cabe oferecer elementos determinados como dia, hora, situação, clima, pátria, situações políticas, econômicas, sociais, perfil psicológicos, psicofísicos das personagens. Hoje a simplicidade, na minha opinião, é uma tendência e uma solução exigindo criatividade e genialidade. Resumindo cores, forma, volume, em harmonia ou não, criam movimentos e contrastes para as cenas.

Não pode ser um personagem principal. Venho falar da experiência de testes e pesquisas de elementos no teatro, isso também deve ser usado no cenário.

Nesta foto no topo, temos um cenário criado por mim e executado por minha companhia em total equipe. A peça foi O Pelicano de Strindberg e o cenário feito com caixotes de feira pintados de prata. Tentamos retratar a situação financeira da família e o local frio em que viviam. Velas para aquecer o distanciamento familiar com um quadro do patriarca para ser a presença física do personagem que não aparece. Efeitos de aparição de fantasmas, cadeiras que se movem e objetos que voam em cena foram criados para compor o cenário de suspense da peça escrita por August Strindberg. E por fim um lustre que tombava no final da peça, assim como todo o cenário, na personagem principal que acabavam com a esperança de luz da vida.

Por hoje é só, Sigam meu twitter @marcelodebarros e até a próxima!

2 comentários:

Marcela Bittencourt disse...

Muito bacana o cenário! Agora, além de diretor o senhor está atacando de cenógrafo também?? Muito bom o texto também. É isso! Todos os elementos (luz, cenário, figurino, atores...) em harmonia para um bom espetáculo!

Marcelo de Barros disse...

Sempre tive que pensar em cenário. Não sou cenógrafo. Mas a necessidade leva as pessoas a pensar em resolver seus problemas de forma criativa. Antigamente não tinha a metade dos cursos que existem hoje nas universidades e quem iniciou tudo isso, foram pessoas "amadoras" com o desejo de aprender e melhorar sempre.